sábado, 18 de agosto de 2007

Malefícios do Sol

Há coisas que não consigo mesmo entender. Chega o Verão e a história é sempre a mesma. A toda a hora vemos na televisão e ouvimos na rádio que é necessário termos cuidado com o sol, aplicar protector solar, evitar a exposição solar entre as 11h e as 16h, blá blá blá... Cada vez que ouço estes conselhos penso "mas porque é que estão a dizer outra vez o mesmo, já toda a gente sabe!".
Mas basta-me ir à praia uma vez para perceber que na realidade todos estes conselhos não são suficientes, tal é a inconsciência e irresponsabilidade das pessoas.
Adoro ir à praia de manhã, é mais sossegado e normalmente não há vento. Ás 11h, nem preciso consultar o relógio porque começo a sentir o calor em demasia para o meu corpo, recolho as minhas coisinhas para regressar a casa. É incrível a quantidade de pessoas que está a chegar à praia a essa hora. A concepção de férias dessas pessoas é acordar tarde, ir para a praia sem qualquer cuidado nem receio do sol e aproveitar ao máximo para bronzear. E mais engraçado é que quando essas pessoas são chamadas à atenção a resposta é sempre a mesma "O sol nunca me fez mal, não é agora que vai fazer. Vês, eu nem sequer fico vermelho!". É mesmo frequente encontrar-se na praia alguns "camarões" que continuam a expôr o seu belo corpinho ao sol sem qualquer cuidado. "Está vermelho mas depois fica moreno", é o pensamento de tão sábias pessoas!
Mas afinal, o que é que estas pessoas ainda não perceberam?? Os problemas advindos do excesso de exposição solar não se verificam no dia seguinte! Daqui a uns anos queixam-se do azar porque têm um cancro de pele ou outra doença qualquer, mas agora não fazem nada pela sua própria saúde. Isto só pode ser inconsciência e é urgente mudar este tipo de comportamentos.
O sol é tão bom quando bem aproveitado, com os devidos cuidados e sem exageros desnecessários!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Feira Medieval - Santa Maria da Feira



Ontem fui, pela primeira vez, à Feira Medieval de Santa Maria da Feira. Vale a pena, é mesmo uma viagem no tempo. Um excelente programa para que as férias não sejam monótonas. Basta andar nas ruas para se sentir que fomos transportados no tempo. Os estabelecimentos comerciais aderem em massa a esta iniciativa e decoram as suas entradas a rigor, com panos de sarapilheira e fardos de palha. Até os caixotes de lixo estão revestidos com sarapilheira e os sinais de trânsito cobertos com o mesmo material, para dar um ar mais verídico ao evento.

Por todo o lado há barraquinhas de artesanato, de petiscos, bebidas, chás e doçarias, uma autêntica perdição! Há também diversos restaurante onde se podem degustar refeições ao estílo medieval. E, claro está, não poderia faltar a típica fogaça da Feira, uma delícia!

Os eventos são muitos e variados, dispersos por uma basta área devidamente identificada. O melhor é mesmo passar por um dos postos de informação (há vários espalhados pelo recinto) e pedir um programa onde estão especificados todos os eventos a acontecer nos próximos dias e tem um mapa da viagem medieval. Assim é mais fácil não se perder no meio deste mundo fantástico.

Gostei, gostei mesmo muito de conhecer esta Feira Medieval e aconselho a quem puder dar lá um saltinho, vale mesmo a pena!

terça-feira, 24 de julho de 2007

Lisboa






Já que cá estou tenho que aproveitar a oportunidade que me surgiu da melhor forma. Então, vamos lá à descoberta da capital, qual turista no seu próprio país!


Lisboa é uma cidade repleta de locais interessantes, onde a história habita e sobrevive, num harmonioso contraste do antigo com o moderno, da tradição com o desenvolvimento.


Há algo que me fascina nesta cidade, envolta em colinas com belas paisagens. Algo que não é assim de tão fácil acesso noutros locais do país, como em Esposende, por exemplo. O acesso à cultura.


Tenho aproveitado estes dias para conhecer melhor Lisboa. Começar o dia com uma viagem de eléctrico, daqueles antigos, magnífico.


Um passeio na região de Belém, uma visita ao Museu dos Coches, ao Mosteiro dos Jerónimos, à Torre de Belém, uma passagem pelo padrão dos Descobrimentos e uma passagem pelo Centro Cultural de Belém para assistir a um divertido concerto de músicos nórdicos e ver a exposição da Colecção Berardo. E, para terminar em beleza, um pastel de belém. Isto tudo no domingo, há que aproveitar o facto destes locais serem gratis ao domingo, que isto de ser professora contratada não está para grandes (nem pequenos!) gastos.


Entre uma visita ao Oceanário, um passeio na Quinta dsa Conchas e um refrescante gelado tenho aproveitado para ver todas as exposições que posso. Fantásticas todas, mas saliento a que está patente no El Corte Inglés que apresenta um retrato da evolução da moda ao longo dos tempos, com modelos ilustrativos de cada época todos feitos em papel. Vale a pena passar por lá!


Tanta coisa para ver, concertos para assistir, teatro, cinema, momentos para disfrutar e saborear. Lisboa, uma agradável surpresa!



domingo, 8 de julho de 2007

Live Earth



Realizou-se ontem uma maratona com o objectivo de chamar a atenção para os problemas do Planeta Terra.


Quem não gosta de, no fim de um dia de trabalho, regressar a casa e relaxar no conforto do lar?


Pois bem, a Terra é o nosso lar. E, se não cuidarmos dela para que melhore dos males que lhe provocámos e não nos esforçarmos para evitar outros males tão graves ou ainda piores, em breve perderemos a oportunidade de usufruir do tão desejado conforto.

Não custa nada, basta reparar nos hábitos do dia-a-dia e alterar pequenos gestos que fazem toda a diferença.


Tu consegues. Juntos conseguiremos!


Ontem tive a oportunidade de me juntar a esta tão nobre causa e assistir aos concertos dos Friends of Live Earth de Portugal. Adorei, mas fiquei com pena de não ver o Pavilhão Atlântico mais compostinho!

A causa era nobre, os artistas e bandas de qualidade e tudo isto com entrada grátis! Não sei, talvez as pessoas do meu país ainda não estejam devidamente sensibilizadas para os reais problemas da Terra, que são também nossos problemas.

Dava gosto ver nos outros países que também participaram nesta maratona de 24 horas os estádios cheios e pessoas com cartazes com frases alusivas a esta importante causa.


Por uma Terra saudável, por um Mundo melhor, por uma Vida com futuro


Responde à chamada!!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Saúde em Portugal... ou falta dela!

Revolta. Sim, revolta, injustiça... esses sentimentos bem típicos de quem, como eu, depende do sistema de saúde português.
Pergunto-me para que serve ter médico de família se, quando precisamos do sistema de saúde, só nos faz perder tempo e dinheiro sem nos resolver os problemas?
Há anos que sofro de enxaquecas, por vezes tenho crises tão fortes que vou mesmo parar umas horas ao hospital. Tenho médico de família (que é o mesmo desde que nasci, por isso conhece muito bem os meus problemas de saúde) que me diagnosticou enxaqueca aos doze anos. Tenho que ter sempre comigo os comprimidos, que têm que ser tomados logo sinta os primeiros sinais das crises para que façam efeito, e mesmo assim, muitas vezes não resulta. Tenho a preocupação de os ter sempre comigo.
Quando tive que vir à pressa para Lisboa, fui ter com o meu médico de família para me abastecer do bendito medicamento. Paguei a consulta no centro de saúde e trouxe a receita. Já em Lisboa, dirijo-me a umja farmácia para comprar os medicamentos quando me dizem que não mos podem vender porque o código da receita não é o mesmo do medicamento.
Ok. Tudo bem. Um erro qualquer um pode ter. O problema é que já não foi a primeira vez que me deparei com este mesmo erro. Já me tinha acontecido em Esposende e eu já tinha avisado o médico de família, no centro de saúde, desta situação. O normal seria corrigi-la de imediato no sistema informático, penso eu!
Decido ir lá cima um fim de semana e passo grande parte do sábado à procura do médico para me passar nova receita. Ás 8h da noite lá consegui. Vim para Lisboa mais descansada, já não tinha nenhum comprimido mas pelo menos tinha a receita. Já por estes lados procuro uma farmácia mas o medicamento está esgotado. Começo a ficar preocupada, afinal está a aproximar-se uma fase propícia a crises de enxaqueca e eu sem medicação! Procuro noutra farmácia, o medicamento também está esgotado mas prometem-me consegui-lo no dia seguinte. Tudo bem, quem já esperou tanto tempo também espera mais um dia. Lá vou eu então, toda confiante, novamente à farmácia mas, mais uma vez há um problema com a receita e não posso adquirir o medicamento.
O médico de família, que conhece perfeitamente a minha necessidade de medicação e é conhecedor também do facto de eu estar longe de casa, esqueceu-se de colocar o carimbo do local onde a receita foi passada.
E pronto, mal de mim que preciso do sistema de saúde pública de Portugal. Paguei a consulta, perdi tempo e dinheiro e continuo com o mesmo problema. Isto deve dar lucro a alguém...
Mal de mim e de milhares de pessoas!!

sábado, 16 de junho de 2007

Saudade

O que sinto longe de ti

Apesar de te ter comigo a todo o momento

Dentro de mim, do meu ser

sempre no meu pensamento


O que sinto aqui

no mais profundo do meu ser

É...


meu amor


É saudade de te ter...

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Vida de professora!!


Pois é, passei o ano desempregada. Entra o mês de Junho e acaba-se a esperança de conseguir colocação. Eis senão quando o telefone toca na segunda feira, 5 de Junho, às 15h15m. Fiquei colocada em Odivelas (Lisboa) e tenho 24 horas para me apresentar no agrupamento para assinar contrato! Ok, o desespero de continuar desempregada é tanto que nem penso duas vezes. no dia seguinte de manhazinha, lá vou eu de autocarro, saco às costas de Esposende para a capital, sem conhecer nada nem ninguém! Chego a Lisboa debaixo de um calor abrasador e carregada de sacos e ainda tenho que apanhar três linhas de metro (e eu que nunca tinha andado de metro nem sabia como funcionava!). Nesta viagem mirabolante só me apetecia ser seguida por um canal televisivo para que o nosso governo pudesse assistir à aventura a que subjuga os professores!

Bom, pelos menos fui muito bem recebida pelos colegas de trabalho.

E já tinha tantas saudades de trabalhar numa sala de aulas com os meus alunos!! Está a ser muito bom, apesar de tudo.